Web & IA

A IA já pesquisa pelos seus clientes. O seu site está preparado?

Spot of Brands · · 5 min de leitura

Durante vinte anos, ser encontrado na internet era sinónimo de aparecer na primeira página do Google. Isso está a mudar. Cada vez mais pessoas fazem a pergunta diretamente a uma inteligência artificial (ChatGPT, Gemini, Claude, Perplexity ou as respostas com IA do próprio Google) e recebem uma resposta pronta, com duas ou três recomendações. Quem não entra nessa resposta, simplesmente não existe para aquele cliente.

O que mudou na forma como se pesquisa

Antes, o cliente via uma lista de links e escolhia onde clicar. Agora, a IA lê vários sites por ele, resume o que encontrou e recomenda. A pergunta deixou de ser "em que posição estou?" e passou a ser "a IA conhece a minha empresa, percebe o que faço e confia o suficiente para me citar?". A este trabalho chama-se GEO (Generative Engine Optimization): otimizar o site para os motores de resposta, e não apenas para os motores de pesquisa.

Como a IA recolhe a informação

Estas ferramentas usam robôs que visitam os sites e leem o seu conteúdo, tal como o Google faz há anos. Depois cruzam o que encontram com outras fontes: o perfil no Google, as redes sociais, a imprensa e os diretórios. O que a IA lê com facilidade é texto claro e bem organizado. O que lê mal, ou não lê, é informação escondida em imagens, em PDFs digitalizados, em menus que só aparecem com cliques ou em páginas que bloqueiam estes robôs sem ninguém saber.

Seis passos para o seu site estar preparado

1. Deixe entrar os robôs certos

O ficheiro robots.txt diz a cada robô se pode ou não ler o site. Muitos sites bloqueiam os robôs de IA por defeito, sem que o dono saiba. Confirme que o GPTBot, o ClaudeBot, o PerplexityBot e o Google-Extended têm acesso, se quer que estas ferramentas falem de si.

2. Diga claramente quem é, o que faz e onde

Parece óbvio, mas muitos sites abrem com uma frase bonita e vaga. A IA precisa de factos: o nome da empresa, os serviços, a zona onde trabalha, o ano em que começou e para quem trabalha. Escreva-os em texto, na página principal, e não apenas numa imagem ou num vídeo.

3. Use dados estruturados

Os dados estruturados (schema.org) são uma etiqueta invisível que diz às máquinas, sem ambiguidade, o que cada página é: uma empresa, um serviço, um evento, um artigo, uma pergunta frequente. É a forma mais direta de evitar que a IA interprete mal o seu negócio.

4. Responda às perguntas que os clientes fazem

As pessoas falam com a IA como falariam com um amigo: "que agência faz fotografia de eventos em Coimbra?", "quanto custa um site para um restaurante?". Uma secção de perguntas frequentes com respostas diretas e completas aumenta muito a probabilidade de ser a sua resposta a aparecer.

5. Mostre provas que se possam verificar

A IA dá mais peso a quem demonstra o que diz. Casos com nome do cliente, datas, fotografias do trabalho, testemunhos identificados e números com fonte valem mais do que qualquer adjetivo. "Somos os melhores" não é verificável; "fizemos a fotografia e o vídeo do 231 Fest 2026" é.

6. Seja coerente em todo o lado

Se o site diz uma coisa, o perfil no Google outra e o Instagram uma terceira, a IA fica sem saber em qual acreditar. Nome, morada, telefone, horário e serviços devem ser iguais em todos os canais.

Um passo extra: o ficheiro llms.txt

O llms.txt é uma proposta recente: um ficheiro simples, na raiz do site, que resume para as IAs quem é a empresa e quais são as páginas mais importantes. Ainda não é um padrão oficial nem garante nada, mas é rápido de fazer e algumas ferramentas já o leem.

Como saber se está a funcionar

Faça o teste: pergunte a duas ou três IAs pelo seu tipo de serviço na sua zona e veja se a sua empresa aparece e se a descrição está correta. No Google Analytics, acompanhe as visitas que chegam a partir de chatgpt.com, perplexity.ai e outras ferramentas de IA. E repita o teste a cada dois ou três meses, porque estas ferramentas mudam depressa.

O que fizemos no nosso próprio site

No site da Spot of Brands aplicámos estes passos: acesso aberto aos robôs de IA, dados estruturados em todas as páginas, perguntas frequentes, casos com fotografias reais e um ficheiro llms.txt. Fazemos o mesmo para os sites dos nossos clientes, porque um site que a IA não consegue ler é um site que deixa de trazer clientes.

Quer saber se o seu site está preparado para a IA?

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Escrito pela equipa da Spot of Brands, agência de comunicação especializada em desporto e padel, comunicação política e marcas de tradição, desde 2018.